"Ainda ontem pensava que não era mais do que um fragmento trêmulo sem ritmo na esfera da vida. Hoje sei que sou eu a esfera, e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim." Kahlil Gibran

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By Ferramentas Blog

Astros e Estrelas do meu Universo

Sociedade x Medusa (o complexo)




Estará à sociedade se deteriorando ou eu sendo cínica???
O marteking está explorando tudo com os seus produtos e valores, nos maiores veículos de comunicação para acreditarmos que podemos “tudo”, ficaremos convencidos de que a Regra Áurea do comportamento aceitável foi substituída por despudorada concuspiência, arrogância e cobiça, junto com a insensata violência. A re(vira)volta estão começando a se espalhar como um câncer, pelo corpo político, enquanto o terrorismo internacional, alimentado pela intolerância sociais e religiosas, coloca a guilhotina na garganta das nações. A nova geração se diverte em fealdade e apatia. O comportamento anti-social parece norma da atualidade, pois o respeito pelos sentimentos alheios está perdendo a importância. É como todos estivessem voltando a um inconsciente Complexo de Medusa.

É desconfortável notar o número de cientistas e líderes religiosos de outro modo respeitável que indiscriminadamente misturaram a genuína ciência do misticismo com pseudo-ciência e psiquismo. A liberdade de expressão pessoal é guardada com ciúme por jovens e velhos, e, apesar disso, o “direito de o público saber” fez uma comédia com as trágicas da vida dos nossos gênios. Será que nós, em nossa arrogante mentalidade, teremos ousado olhar Medusa nos olhos e assim estamos vendo nosso coração coletivo se converte em pedra?

A liberdade pessoal deve se concedida aos nossos gênios; mas a liberdade pessoal nas mãos do ignorante sempre produz os males da sociedade. È verdade que há certos cientistas e líderes religiosos que são arrogantes, e muitas vezes anticientíficos e intolerantes. Entretanto, essa ignorância sempre fez parte da condição humana, segundo constatamos pela história e pelas mitologias. É bem possível que essas “condições humanas” não melhorem enquanto houver entre nós pessoas que necessitam da instrução das dicotomias da vida.

Trazemos à baila uma idéia intrigante, que pode constituir resposta à imperiosa força inconsciente que leva a sociedade a se deteriorar a despeito da época. Chamaremos de complexo de Medusa.

Quem e o que foi Medusa? Segundo a mitologia grega, Medusa era das três horrendas velhas chamadas Górgonas, que eram muito temidas. Na antiga Ásia, porém, as Górgonas eram uma bela expressão da fecunda natureza da Deusa-Mãe. As Górgonas eram homenageadas especialmente durante os ritos da primavera, no equinócio vernal.

Por outro lado, a sociedade patriarcal que ganhava destaque na Grécia encarava as celebrações de primavera, em seus sagrados arvoredos, como orgias desenfreadas (festinhas orgásticas regadas...) e, por conseguinte, como afronta à deusa Atena, a eterna virgem.

Silenciando a Górgona, a Imagem da Grande Mãe foi seccionada, e a libido criativa, penetrou o inconsciente coletivo do povo grego. Assim Atena teria transformado os belos cachos de cabelo da Górgona em serpentes retorcidas. O outrora sagrado culto da Medusa fora reduzido aos irrefreados e inesperados acessos emocionais da recém-seccionada psique da sociedade patriarcal do Ocidente.

 
Ainda estamos na era das normas patriarcais, e assim a libido inconsciente – a energia criativa da psique – é extremamente importante para nós, porque continua a irromper inesperadamente em nossa vida, arruinando nosso mundo bem organizado de pensamento disciplinado com horrendo efeito emocional. Mas, para contra-atacar Medusa, devemos tomar consciência do que fizemos!

Assim como na mitologia grega os heróis Perseu e Teseu venceram a terrível Medusa, nós devemos vencer nosso excessivo ou o horrendo efeito emocional. E só podemos fazer isso com segurança usando o espelho do pensamento reflexivo. Expostas na nossa visão, nossas emoções excessivas podem ser colocadas sob o domínio consciente através de um processo que os alquimistas chamam de sublimação.

A sublimação é uma forma do divino sacrifício, porque a irrestrita e fecunda natureza da Grande Mãe, a terra, é efetivamente forçada a fluir pelos canais da auto – expressão que são os mais harmoniosos para o bem estar do homem.

Se enxergarmos manifesta fealdade ao nosso redor, é somente porque desligamos da totalidade da natureza; criamos nossos próprios infernos na terra e devemos sofrer as conseqüências. Tomar consciência de nossas interferências com a natureza, de nossa arrogância mental e intolerância emocional, é nos auxiliarmos a manifestar nossa natureza superior. As espirais de beleza estão em toda parte; precisamos apenas pôr de lado as vendas nos olhos de nossos preconceitos para enxergar e ser tocados pelo êxtase imaculado da emoção.

Não precisamos sofrer sob o domínio de um complexo de Medusa. Encontramos nossas raízes sagradas, podemos novamente enxergar a Medusa sem as serpentes enroscadas, como ela era – um ser belo, de cabelos encaracolados em torno da sua cabeça graciosa, oferecendo-nos um presente de vida sempiterna e elevando-nos às alturas vislumbradas por nossos Irmãos Asiáticos.



Guímel